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Os modelos de cidades inteligentes representam uma resposta estratégica e evolutiva aos desafios urbanos cada vez mais complexos do século 21. Mais do que incorporar tecnologia, essas iniciativas buscam melhorar de forma concreta a qualidade de vida da população, promover o desenvolvimento sustentável e fortalecer a capacidade de gestão dos municípios a longo prazo.
Em sua 12ª edição, o ranking Connected Smart Cities 2025, conduzido pela Urban Systems em parceria com a Necta, SPIn e Scipopulis, trouxe mudanças relevantes tanto nos resultados quanto na metodologia de avaliação. O levantamento tem como objetivo medir o nível de desenvolvimento urbano sustentável e a capacidade das cidades em oferecer qualidade de vida por meio de políticas públicas, inovação e uso estratégico da tecnologia.
O grande destaque deste ano foi a nova liderança do ranking: Vitória (ES) assumiu a primeira colocação geral, alcançando nota 61,3. Embora o resultado seja considerado elevado dentro do cenário nacional, ele também evidencia que o patamar de desempenho ideal, representado pela pontuação máxima de 100, ainda está distante da realidade da maioria dos municípios brasileiros.
As cidades líderes do Ranking Connected Smart Cities 2025
O Top 10 das cidades mais inteligentes do Brasil em 2025 revela uma combinação entre capitais, cidades médias e municípios com forte capacidade de planejamento urbano, inovação e governança digital. A lista ficou assim distribuída:
- Vitória (ES)
- Florianópolis (SC)
- Niterói (RJ)
- São Paulo (SP)
- Curitiba (PR)
- Recife (PE)
- Barueri (SP)
- Santos (SP)
- Salvador (BA)
- Rio de Janeiro (RJ)
Novos critérios e aspectos observados pelo ranking
Um dos principais diferenciais do ranking Connected Smart Cities 2025 foi a atualização de seus critérios de avaliação. Nesta edição, o ranking passou a adotar como referência normas da ISO/ABNT, especialmente as séries ABNT NBR ISO 37120, 37122, 37123 e ISO 37125, que orientam a mensuração do desempenho de serviços urbanos e da qualidade de vida ao longo do tempo.
Outro ponto relevante foi a mudança no sistema de ponderação. Diferentemente de edições anteriores, como a de 2024, que utilizava pesos distintos (0,5; 0,8; 1,0) para diferentes indicadores, o ranking de 2025 adotou a média aritmética simples como princípio central. Isso significa que todos os indicadores e eixos temáticos passaram a ter o mesmo peso na composição da nota final, reforçando uma visão mais equilibrada do desenvolvimento urbano.
Os 13 eixos temáticos avaliados
A análise das cidades foi estruturada a partir de 13 eixos temáticos, que refletem a complexidade e a transversalidade do conceito de cidade inteligente:
- Economia e Finanças
- Educação
- Energia
- Governança
- Habitação e Planejamento Urbano
- Inovação e Empreendedorismo
- Meio Ambiente e Mudanças Climáticas
- Mobilidade Urbana
- População e Condições Sociais
- Resíduos Sólidos, Esgotos e Água
- Saúde, Agricultura Local/Urbana e Segurança Alimentar
- Segurança
- Telecomunicações
Os dados utilizados foram coletados entre janeiro e julho de 2025, a partir de fontes nacionais consolidadas, como IBGE e DATASUS, garantindo consistência e confiabilidade aos resultados.
Avanço das cidades fora do eixo Sul-Sudeste
Um dos movimentos mais significativos observados no ranking Connected Smart Cities 2025 é o avanço gradual, porém consistente, de cidades localizadas fora do tradicional eixo Sul-Sudeste. Esse fenômeno indica que a transformação digital e o uso estratégico da tecnologia vêm se disseminando por diferentes regiões do país.
No Centro-Oeste, Brasília (DF) aparece como destaque regional, ocupando a 18ª posição geral e liderando a região. A capital federal tem se consolidado por meio de políticas de governo eletrônico, iniciativas de dados abertos e investimentos em serviços digitais voltados ao cidadão.
Goiânia (GO), que alcançou a 24ª colocação, também se sobressai pelo avanço em soluções de mobilidade inteligente, gestão integrada da cidade e uso de tecnologias para otimização dos serviços urbanos.
Porém, dentro do Ranking por Região, Brasília fica como primeira (1°) colocada entre as cidades mais inteligentes, seguida por Goiânia, ficando em 2° lugar entre as 10 cidades mais inteligentes da região Centro-Oeste. Isso demonstra o impacto local dentro e fora da região, aparecendo em ótimas posições entre as 100 cidades colocadas no ranking geral.
Além disso, municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul começam a implementar sistemas de monitoramento urbano, plataformas digitais de atendimento e iniciativas voltadas à eficiência administrativa.
No Nordeste, a presença de Recife (PE) na 6ª posição e Salvador (BA) no Top 10 Geral reforça o protagonismo crescente da região, especialmente em áreas como inovação, governança e políticas públicas orientadas por dados. Esse cenário aponta para uma descentralização progressiva do conceito de cidade inteligente no Brasil.
Metodologia: transparência e evolução contínua
A metodologia do ranking Connected Smart Cities 2025 é sustentada por três premissas fundamentais:
- Acessibilidade dos resultados: o ranking busca equilibrar rigor técnico-científico com clareza na comunicação, permitindo que gestores públicos, sociedade civil e cidadãos compreendam e utilizem os dados.
- Avaliação do desempenho absoluto: os indicadores medem a distância de cada cidade em relação a valores de referência previamente estabelecidos, e não apenas a comparação direta entre municípios.
- Evolução constante dos indicadores: o conjunto de métricas é atualizado à medida que novas evidências, dados e padrões internacionais se tornam disponíveis.
Ao todo, foram selecionados 75 indicadores, com dados disponíveis para os 5.575 municípios brasileiros, considerando critérios de abrangência territorial, adequação estatística, atualidade e qualidade das informações. Sempre que possível, são utilizados indicadores oficiais padronizados e reconhecidos por organismos internacionais, como a ISO e a Comissão Estatística da ONU.
Todos os resultados do ranking estão disponíveis gratuitamente online pelo Dossiê Smart Cities 2025, permitindo que os usuários repliquem as análises e acompanhem a evolução das cidades ao longo do tempo.
A Carta Brasileira para Cidades Inteligentes
No âmbito das políticas públicas nacionais, a Carta Brasileira para Cidades Inteligentes estabelece diretrizes claras para orientar o desenvolvimento urbano e a transformação digital no país. Segundo o documento elaborado pelo governo federal, cidades inteligentes são aquelas que atuam de forma planejada, inovadora, inclusiva e em rede, promovendo o letramento digital, a governança colaborativa e o uso ético, seguro e responsável de dados e tecnologias da informação.
A Carta reforça o compromisso com a redução das desigualdades, o aumento da resiliência urbana, a eficiência na prestação de serviços públicos e a melhoria contínua da qualidade de vida da população, integrando aspectos econômicos, ambientais e socioculturais.
O compromisso da Soluti com o futuro das cidades
Nesse cenário de transformação urbana e digital, a Soluti desempenha um papel estratégico ao desenvolver tecnologias que impactam positivamente o cotidiano das cidades e de seus cidadãos. Com soluções baseadas em certificação digital, identidade digital e segurança da informação, a empresa contribui para a construção de ecossistemas digitais mais eficientes, seguros e sustentáveis.
O compromisso da Soluti vai além da inovação tecnológica, alinhando-se ao fortalecimento dos serviços públicos, ao apoio às empresas e à promoção de uma experiência digital mais simples e confiável para o cidadão. Ao conectar tecnologia, governança e segurança, a Soluti caminha lado a lado com a evolução das cidades inteligentes e com a melhoria da qualidade de vida urbana no Brasil.


