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O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) estabeleceu seu Plano de Transformação Digital (PTD) com horizonte até 2027, determinando metas e prazos para a modernização de infraestruturas críticas do Estado brasileiro. Entre as prioridades estão a consolidação da biometria federal, o avanço das soluções de assinatura eletrônica e a ampliação da interoperabilidade entre bases de dados públicas.
O projeto tem como objetivo estruturar infraestruturas tecnológicas consideradas estratégicas para a modernização dos serviços digitais no âmbito da administração pública, reforçando a segurança, a eficiência e a confiabilidade das interações digitais com o cidadão e com o setor produtivo.
O que é o Plano de Transformação Digital do ITI
Elaborado em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o PTD ITI 2025-2027 define diretrizes para ampliar e qualificar os serviços digitais sob responsabilidade da Autarquia.
O plano também estabelece orientações para fomentar o uso responsável, ético e seguro da automação e da inteligência artificial, integrando essas tecnologias a uma estratégia mais ampla de inovação, governança digital e segurança da informação. A iniciativa evidencia a preocupação das autoridades com a adoção adequada dessas ferramentas, reconhecendo que irregularidades ou uso indevido podem impactar processos e a confiança institucional.
Entre os principais objetivos do PTD 2025-2027 estão:
- Ampliar e qualificar a oferta de serviços digitais do ITI, com acesso simples, seguro e padronizado a serviços de identificação, certificação e assinatura digital;
- Modernizar serviços com foco em eficiência e melhoria da experiência do usuário, reduzindo prazos e custos operacionais;
- Promover interoperabilidade e integração entre sistemas, dados e plataformas, com compartilhamento seguro de informações;
- Estimular a inovação e o uso ético, seguro e responsável de inteligência artificial e automação;
- Fortalecer o engajamento digital e a participação social, ampliando transparência e interação cidadã.
Para o Diretor-Presidente do ITI, Enylson Camolesi, o Plano reforça o papel da Autarquia na segurança pública e digital.
“O PTD não é apenas um cronograma de tarefas, é o compromisso do ITI em prover a infraestrutura de confiança necessária para o Estado. Nosso foco estratégico é ofertar serviços digitais simples, ágeis e, sobretudo, seguros, alinhados às necessidades do cidadão e ao uso ético da tecnologia”, afirma Camolesi.
Serviço Biométrico Federal (SBF)
Um dos destaques do Plano é o Serviço Biométrico Federal (SBF). A iniciativa é considerada estratégica para o avanço da desburocratização de etapas formais, mantendo o rigor em segurança e confiabilidade.
O SBF contempla a gestão operacional e a coordenação de divergências no tratamento de inconsistências de identificação. A implantação ocorrerá de forma gradual, por fases, com o objetivo de consolidar a biometria como elemento estruturante na mitigação de inconsistências e na redução de riscos de fraude em serviços públicos digitais.
Com a implementação do PTD ITI 2025-2027, a expectativa é alcançar:
- Maior eficiência, com redução de tempo e custos operacionais;
- Melhor atendimento, por meio de serviços mais rápidos e acessíveis;
- Transparência e confiança, com processos mais claros e auditáveis;
- Inovação contínua, acompanhando novas tecnologias e demandas setoriais.
Interoperabilidade e integração com o CNPJ
O Plano também prevê a ampliação da interoperabilidade de dados, incluindo a integração com o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Interoperabilidade, nesse contexto, significa a capacidade de sistemas (sejam eles informatizados ou não) se comunicarem entre si por meio do compartilhamento estruturado de informações.
Com essa integração, a tendência é de maior automação em verificações cadastrais, reduzindo etapas manuais, inclusive em processos como cadastramento de Agentes de Registro da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira.
A medida impacta diretamente rotinas operacionais e fluxos que dependem de validações cadastrais e certificação digital, fortalecendo a base técnica para uma digitalização mais consistente dos procedimentos fiscais e regulatórios.
Saúde digital e assinatura eletrônica
Na agenda de saúde digital, o Plano contempla a disponibilização e validação de assinatura eletrônica em parceria com o Ministério da Saúde. A proposta é apoiar a validação de documentos médicos, como receitas, atestados e pedidos de exames, com evolução gradual e ampliação progressiva no ecossistema de serviços públicos digitais.
Esse movimento reforça a digitalização documental e a rastreabilidade das informações, ampliando o uso de instrumentos com validade jurídica no ambiente eletrônico.
O PTD ITI 2025-2027 é formalizado por meio de Documento Diretivo e Anexo de Entregas, que estabelecem metas, prazos, áreas responsáveis e indicadores de acompanhamento.
Quais os impactos operacionais para a contabilidade?
A consolidação da biometria federal, aliada à interoperabilidade entre bases de dados públicas, tende a impactar diretamente as rotinas de validação cadastral, autenticação de usuários e processos de certificação digital utilizados por empresas e escritórios contábeis.
Com a integração entre sistemas governamentais, a expectativa é de maior automatização na conferência de dados, reduzindo retrabalho, inconsistências cadastrais e etapas manuais em obrigações acessórias e registros digitais.
A ampliação do uso de assinaturas eletrônicas em serviços públicos, inclusive em documentos com validade jurídica, também deve acelerar fluxos de formalização de contratos, laudos e declarações. Processos como abertura e alteração de empresas, emissão de procurações eletrônicas e envio de documentos a órgãos fiscalizadores tendem a se tornar mais ágeis e integrados.
Paralelamente, o fortalecimento da ICP-Brasil e a integração com a base do CNPJ evidenciam que a digitalização dos processos fiscais e regulatórios se consolida como diretriz estrutural. Para os profissionais da contabilidade, isso significa revisar fluxos internos, atualizar sistemas e reforçar práticas de governança de dados, compliance fiscal e relacionamento eletrônico com a administração pública.
A transformação digital do governo, portanto, não se restringe ao setor público: ela impacta diretamente o setor privado. Automação, interoperabilidade e identidade digital robusta caminham para se tornar padrão até 2027.
O protagonismo da Soluti no avanço da transformação digital
Nesse cenário de mudanças estruturais promovidas pelo ITI, contar com um parceiro tecnológico alinhado às evoluções regulatórias torna-se estratégico. A Soluti se posiciona como referência nacional em identificação, autenticação e assinatura eletrônica, acompanhando de forma contínua as diretrizes do ITI e da ICP-Brasil.
Soluções como certificação digital em nuvem, assinatura eletrônica e gestão do ciclo de vida de certificados contribuem para que empresas e contadores se adaptem com segurança e eficiência ao novo ambiente regulatório. Mais do que atender exigências normativas, essas ferramentas apoiam a modernização operacional, reduzem riscos e fortalecem a governança digital.
Ao lado de parceiros contadores, a Soluti atua no apoio à transição tecnológica exigida pelo avanço da biometria federal, pela interoperabilidade de dados e pela consolidação da identidade digital como elemento central da confiança nas relações eletrônicas.
Diante desse contexto, adaptação tecnológica deixa de ser diferencial competitivo e passa a ser requisito. A transformação digital do Estado redefine padrões e organizações que se antecipam às mudanças estruturais estarão mais preparadas para operar com segurança, eficiência e conformidade no novo ciclo digital que se consolida até 2027.


