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A companhia americana Valve Corporation revelou que os usuários da plataforma de jogos Steam baixaram cerca de 100 exabytes de dados ao longo de 2025. Isso equivale a aproximadamente 100 milhões de terabytes ou, traduzindo para o universo gamer, algo próximo de 1 bilhão de instalações completas de jogos de 100 GB.
Mais do que um recorde, esse número funciona como um termômetro da transformação digital que estamos vivendo. Volumes de dados que antes pareciam impossíveis se tornaram rotina e agora exigem uma infraestrutura igualmente robusta para existir.
O crescimento sem fronteiras do gaming digital
A indústria de jogos é hoje uma das maiores responsáveis pelo tráfego global de dados. Com milhões de usuários ativos chegando a picos de dezenas de milhões simultaneamente, e títulos cada vez mais pesados, o consumo de banda cresce em ritmo acelerado.
Jogos AAA (games produzidos a partir de um orçamento gigantesco ou lançados por uma empresa já consolidada no mercado) frequentemente ultrapassam 100 GB, enquanto atualizações constantes, DLCs, patches e conteúdos em 4K tornam os downloads recorrentes. Não se trata mais de baixar um jogo uma única vez, mas de manter um fluxo contínuo de dados.
Nesse cenário, a Steam se consolida como um dos maiores polos de distribuição digital do mundo, um verdadeiro “hub” de dados que movimenta diariamente centenas de petabytes. Esse volume exige uma operação altamente sofisticada, baseada em redes de distribuição de conteúdo (CDNs), servidores globais e conexões de altíssima capacidade.
Recorde da Steam revela uma nova realidade
O salto para 100 exabytes em 2025 representa um crescimento significativo em relação aos cerca de 80 exabytes registrados no ano anterior. Isso demonstra não apenas a expansão da base de usuários, mas também o aumento do tamanho e da complexidade dos conteúdos digitais.
A infraestrutura necessária para suportar esse volume é gigantesca. Em momentos de pico, a rede da Valve chegou a fornecer mais de 140 terabits por segundo, apoiada por data centers distribuídos globalmente e tecnologias avançadas de compressão e entrega de dados.
Mais do que números, esse cenário evidencia uma mudança estrutural: o mundo está se tornando cada vez mais dependente de dados.
A história vai muito além de jogos
Embora o caso da Steam seja emblemático, ele representa apenas uma fração de um movimento muito maior. A explosão no volume de dados não está restrita ao universo dos games, isso porque ela atravessa praticamente todos os setores da economia digital.
Plataformas de streaming de vídeo, por exemplo, movimentam exabytes de dados todos os meses, impulsionadas pelo consumo massivo de conteúdo em alta resolução. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial exige volumes gigantescos de armazenamento e processamento para treinar modelos cada vez mais complexos.
Na saúde digital, prontuários eletrônicos, exames de imagem e históricos médicos ampliam exponencialmente a necessidade de armazenamento seguro e acessível. Já a Internet das Coisas (IoT) conecta sensores, dispositivos e cidades inteiras, gerando fluxos contínuos de dados em tempo real.
No ambiente corporativo, sistemas como ERPs, CRMs, plataformas de análise e backups em nuvem consolidam uma realidade em que dados são ativos estratégicos e eles demandam cada vez mais por data centers robustos que operem de forma ímpar.
O gaming, portanto, não é uma exceção, mas um dos sinais mais visíveis de uma transformação global que demonstra a ascensão de uma economia movida por dados e consequentemente uma base para mantê-los.
A infraestrutura invisível da economia digital
Por trás de toda essa revolução existe uma base que, embora invisível para o usuário final, é absolutamente essencial: os chamados data centers. Mais do que uma tendência ou um termo em evidência, eles se consolidaram como a infraestrutura crítica que sustenta a economia digital, viabilizando o armazenamento, o processamento e a distribuição de dados em escala global.
Se as estradas movimentam pessoas e mercadorias, e as redes elétricas distribuem energia, são os data centers que movimentam dados. Eles armazenam informações, processam aplicações, garantem a disponibilidade de serviços e distribuem conteúdos em escala global.
Sem essa infraestrutura, plataformas como a Steam por exemplo, e praticamente todos os serviços digitais que usamos diariamente simplesmente deixariam de funcionar e se tornariam fúteis.
Empresas de todos os portes, pequenas, médias e grandes, já operam suas rotinas apoiadas nesse modelo. Um exemplo é a Soluti, que depende diretamente de operações digitais críticas para garantir a continuidade e a confiabilidade de seus serviços.
Para sustentar esse nível de exigência, a Soluti conta com o suporte da Everest Digital, responsável por fornecer uma infraestrutura de data center robusta, segura e altamente disponível. Sendo pioneira e conhecida como o primeiro Data Center Tier III da região Centro-Oeste, a Everest Digital entrega um ambiente preparado para alta performance, com redundância, estabilidade e controle operacional, elementos essenciais para garantir segurança, previsibilidade e continuidade dos negócios.
Essa parceria garante não apenas estabilidade operacional, mas também previsibilidade, escalabilidade e confiança, elementos que são indispensáveis para sustentar serviços digitais em larga escala.
O futuro promete volumes de dados ainda maiores
Se 100 exabytes já impressionam, a tendência é que esse número seja rapidamente superado. Diversos fatores apontam para um crescimento ainda mais acelerado nos próximos anos.
Os jogos continuarão evoluindo, com gráficos hiper-realistas, mundos mais complexos e integração com tecnologias como realidade virtual e aumentada. A inteligência artificial aplicada ao gaming também deve ampliar significativamente o consumo de dados.
Ao mesmo tempo, outras áreas digitais seguirão crescendo em paralelo, do streaming à IoT, da saúde à transformação digital corporativa.
O resultado? A demanda por armazenamento, processamento e distribuição de dados continuará avançando em ritmo exponencial.
A infraestrutura deixa de ser apenas um suporte técnico e passa a ser um elemento estratégico. Parcerias como a da Everest Digital tornam-se fundamentais para sustentar inovação, garantir confiança digital e viabilizar o crescimento contínuo de empresas inseridas nesse novo ecossistema.
No fim das contas, o recorde da Steam não diz respeito apenas a jogos, mas também evidencia o futuro da internet e a capacidade do mundo de lidar com uma quantidade de dados cada vez maior. E por trás dessa avalanche de informações existe uma infraestrutura silenciosa, mas essencial: os data centers, que hoje ocupam uma posição central no funcionamento da internet, das empresas e da sociedade digital.


