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De acordo com o IBGE, existem mais de 130 mil combinações de nomes e sobrenomes no Brasil. No entanto, ainda assim, não é raro encontrar pessoas com exatamente o mesmo nome e sobrenome: os chamados homônimos.
Diante desse cenário, surge uma questão comum: como diferenciar essas pessoas no mundo digital, onde a identidade muitas vezes se resume ao nome?
Por isso, neste artigo, exploramos os desafios enfrentados por pessoas homônimas, especialmente em um contexto cada vez mais digital. Afinal, a homonímia online pode trazer riscos e complicar a identificação, tornando essencial adotar medidas de segurança para proteger seus dados e direitos, como veremos a seguir.
O que significa ser uma pessoa homônima no mundo digital?
Neste tópico, vamos entender um pouco melhor sobre o impacto que a homonímia pode ter na vida das pessoas.
Definição e impacto da homônima digital
Para que fique mais claro, o conceito de pessoa homônima se refere a indivíduos que possuem o mesmo nome, considerando prenome e sobrenome, com a grafia exatamente igual.
No Brasil, é bastante comum encontrarmos casos de pessoas homônimas, uma vez que há nomes e sobrenomes extremamente populares, como José, Maria, Silva e Pereira, entre tantos outros.
Além disso, o IBGE criou uma plataforma onde é possível verificar a incidência do uso de nomes e avaliar sua popularidade em todos os estados do Brasil, bem como saber em que década eles foram mais utilizados para nomear os recém-nascidos.
Atualmente, vivemos em um mundo altamente digital, no qual a tecnologia encurta distâncias e ultrapassa barreiras. No entanto, isso também exige mais atenção ao usar seu nome completo na internet, para evitar que a homonímia digital cause transtornos na sua vida.
Como as pessoas homônimas se tornam vítimas de fraudes no ambiente online
De acordo com uma pesquisa realizada pelo ProScore, só no Brasil há mais de cem milhões de pessoas homônimas. Dessa forma, o risco de fraudes se torna ainda maior.
É importante destacar que, apesar de possuírem nomes idênticos, cada indivíduo pode ser diferenciado de diversas formas. Por exemplo, é bem menos provável que duas pessoas homônimas tenham nascido na mesma data. Além disso, poucas são naturais da mesma região. Mais do que isso, os documentos pessoais, como CPF, RG e CNH, possuem numerações únicas.
Mesmo assim, há muitas pessoas mal-intencionadas que se aproveitam da homonímia para aplicar golpes. Como resultado, surgem inúmeras transações fraudulentas realizadas em nome de terceiros, além do uso indevido de dados para a prática de crimes cibernéticos.
Quais são os riscos enfrentados por pessoas homônimas no mundo digital?
Infelizmente, os golpistas exploram a existência de homônimos para aplicar fraudes e obter vantagens financeiras. Uma das formas mais comuns é o uso de nomes de pessoas falecidas para forjar identidades, falsificar documentos, emitir cartões de crédito e abrir contas bancárias fraudulentas.
Fraudes bancárias e financeiras
Para se protegerem contra fraudes, as instituições financeiras já adotam mecanismos de segurança avançados. No entanto, os criminosos buscam maneiras de driblar essas barreiras e, por vezes, conseguem aplicar golpes utilizando pessoas homônimas.
Por isso, imagine a dificuldade que um banco ou operadora de cartão de crédito enfrenta para distinguir entre pessoas com o mesmo nome, utilizando apenas seus documentos básicos.
Diante desse desafio, é essencial que cada pessoa adote medidas adicionais para garantir que sua identidade seja verificada corretamente, impedindo que terceiros se apropriem de seus dados para cometer fraudes.
Problemas em plataformas de e-commerce e redes sociais
Uma maneira prática de identificar homônimos é por meio de pesquisas em redes sociais. De fato, é impressionante a quantidade de pessoas que compartilham o mesmo nome.
Nesse contexto, quem utiliza plataformas de compras online ou redes sociais deve estar atento, pois criminosos podem se apropriar de suas informações ou criar perfis falsos em seu nome para enganar outras pessoas.
Implicações legais e danos à reputação
Além da dor de cabeça causada por fraudes financeiras, há ainda o risco de ter seu nome indevidamente envolvido em serviços de proteção ao crédito ou até mesmo em processos judiciais devido a golpes cometidos por terceiros.
Imagine receber cobranças de produtos e serviços que você nunca adquiriu? Isso pode ser resultado de um golpe praticado por um homônimo ou falsário que se aproveitou do seu nome.
Em casos mais graves, uma pessoa pode até mesmo enfrentar um processo criminal por conta da confusão com um homônimo. Dessa forma, torna-se fundamental adotar estratégias para proteger sua identidade digital.
Soluções para proteger sua identidade digital
Diante de tantos riscos, a boa notícia é que existem diversas soluções para evitar esse tipo de problema. A seguir, apresentamos algumas estratégias eficazes.
O papel do certificado digital na verificação de identidade
Uma das ferramentas mais seguras para proteger seus dados e evitar fraudes é o certificado digital. Além de ser uma tecnologia confiável, ele permite a individualização dos titulares, mesmo quando há homônimos.
Isso acontece porque, para emitir um certificado digital, é necessário fornecer à Autoridade Certificadora todas as informações pessoais que garantem a autenticidade da identidade digital do usuário.
A Soluti, maior certificadora digital da América Latina, adota rigorosos processos de validação para garantir a autenticidade da identidade de seus clientes durante a emissão do certificado.
Assim, mesmo que existam homônimos, o RG, CPF, CNH e título de eleitor apresentam numerações diferentes. Por isso, com o certificado digital, há a garantia de que a pessoa – seja física ou jurídica – é quem realmente diz ser.
Outras soluções tecnológicas: Blockchain, biometria e autenticação multifatorial
Atualmente, diversas tecnologias têm sido empregadas para evitar fraudes e golpes envolvendo homônimos. Um dos métodos mais eficazes é a autenticação multifatorial, que exige mais de uma informação para validar o acesso a contas e sistemas.
Além disso, a biometria já é amplamente utilizada no Brasil, tanto no setor público quanto no privado. Outro recurso importante é a tecnologia blockchain, que proporciona mais segurança na proteção de dados e na verificação da identidade digital.
Como monitorar e proteger seu nome nas plataformas digitais
Além das soluções tecnológicas, há medidas simples que qualquer pessoa pode adotar para reforçar sua segurança digital:
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Ajustar as configurações de privacidade em redes sociais e dispositivos eletrônicos.
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Criar senhas fortes e únicas para cada serviço online.
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Evitar compartilhar informações sensíveis publicamente.
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Utilizar autenticação multifatorial sempre que possível.
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Monitorar regularmente seu nome na internet para identificar possíveis fraudes.
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Priorizar transações em sites seguros, que utilizam Certificado SSL.
Como a legislação pode ajudar as pessoas homônimas?
Embora as fraudes digitais sejam um problema crescente, a legislação brasileira já prevê punições para esses crimes.
Direitos das pessoas afetadas por erros de identidade
Todos os cidadãos têm direito à defesa, e as pessoas homônimas podem precisar, mais do que as outras, reivindicar seus direitos. No caso de imputação de crimes, a vítima pode recorrer e ser ressarcida por qualquer tipo de prejuízo causado pelo erro.
A importância da regulamentação em fraudes digitais
Nos últimos anos, o Governo Federal tem aprimorado leis para punir criminosos virtuais. A Lei dos Crimes Cibernéticos de 2012, o Marco Civil da Internet de 2014 e a Lei 14.155 de 2021 são exemplos de regulamentações criadas para aumentar a segurança digital.
Dessa forma, a legislação busca garantir que crimes como roubo de identidade e fraudes bancárias sejam devidamente punidos, protegendo os cidadãos contra golpes envolvendo homônimos.